Carnaval de Salvador – Sábado é dia de ver o Ilê sair

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Desde 2008, virou tradição: sábado de Carnaval é dia de ir ao Bairro da Liberdade, maior bairro de população negra do país, pra ver a saída do Ilê Aiyê, um dos principais blocos afro da Bahia.  Chegamos pela Avenida Lima e Silva, deixamos o carro e descemos a pé a Ladeira do Curuzu, pra subi-la novamente durante a noite, acompanhando o Ilê.

Ponto de partida e chegada: descer, pra depois subir, o Curuzu

Inclusive, foi justamente nesse dia que eu conheci o meu guru de viagens, o Riq Freire. Ir ao Ilê no sábado era algo que eu estava adiando há anos, e quando ele veio para o último périplo de Carnaval em Salvador, resolvi quitar essa dívida comigo mesma e de quebra ciceronear meu guru no evento! Foi pura emoção! 😉

Pois eu e Caê já estamos na nossa quarta saída consecutiva no Ilê, cada ano levando gente diferente e com novas experiências. Nenhuma saída é igual a outra. Esse ano, além da Thais e do Fabricio que estavam lá em casa no Carnaval, a @syferrari nos acompanhou no périplo. Encontramos com ela em frente à antiga casa de Mãe Hilda, falecida em 2010, fundadora do Ilê com seu filho, Vovô do Ilê.

Aglomeração em frente à Casa de Mãe Hilda – dentro da casa, amigos do bloco, políticos, artistas.

Ela tava lá bem faceira, tomando uma cervejinha no bar que tem colado à casa. É ali que tudo começa: os percussionistas e seus tambores descem para receber a benção da mãe-de-santo, e o público em geral fica por ali para assistir a cerimônia e ser abençoado também, com banho de pipoca e  milho branco e ver a revoada de pombas brancas que são soltas ao fim da cerimônia.

Coisas do Carnaval: papo entre “Mulher Maravilha” e Mulher Maravilhosa!

E enquanto a cerimônia não começa, a gente fica ali, meio apertado, é verdade, observando o movimento, os tipos, os sotaques, os idiomas.

E eis que de repente começam a descer os tambores.  Acompanhamos a cerimônia, que é muito emocionante.  Todos cantam juntos músicas do candomblé e são saudados pelo Ilê. Depois é hora da percussão subir e o bloco se arrumar para sair pelas ruas da Liberdade.

Sim, costuma ser um pouquinho apertado!

De dentro da sede do Ilê, acompanhamos as arrumações. A banda, do alto do caminhão, vai cantando e dando as orientações para arrumação da corda, dos foliões, dos tambores.

Ao nosso lado, a Deusa do Ébano 2011, de dourado. Linda!

Esse ano, o Ilê homenageou a herança negra de Minas. Me deu um orgulho danado.

Subimos a ladeira do Curuzu, até chegar mais uma vez à esquina da Estrada da Liberdade. Mais um sábado de Carnaval está completo! Já nosso Carnaval, estava apenas na metade.

Mais sobre o Ilê no Carnaval:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Il%C3%AA_Aiy%C3%AA

http://www.cultura.gov.br/site/2011/03/07/ile-aiye/

E esse video sobre a saida no canal Carnaval2011 no Youtube:

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